Veja desempenho de ataques e defesas de brasileiros e seus adversários na Libertadores

Confronto por confronto, veja a comparação entre a produção ofensiva e defensiva de quem vai se enfrentar nas oitavas de final da principal competição do nosso continente

Defesas fortes e ataques produtivos garantiram o sucesso dos seis brasileiros classificados para as oitavas de final da Libertadores. São Paulo, Flamengo e Atlético-MG se colocaram entre as equipes que menos finalizações sofreram, e seus adversários ao longo da fase de grupos ainda tiveram dificuldade em acertar a meta, ou seja, a maioria dos chutes ou cabeçadas não incomodaram os goleiros das três equipes brasileiras.

O Atlético-MG foi disparado a equipe mais ofensiva da fase de grupos e o sorteio definiu que enfrentará o time que menos finalizações certas sofreu: o Boca Juniors. O São Paulo tem o mérito de, além de estar entre as equipes que menos sofrem finalizações, ser a de melhor pontaria quando ataca, como mostram os gráficos abaixo, produzidos em parceria com o economista Bruno Imaizumi. Veja confronto por confronto, a comparação entre ataques e defesas de quem vai se enfrentar nas oitavas de final:

Flamengo x Defensa y Justicia
A equipe argentina se posicionou em meio de tabela no desempenho defensivo. Está bem no encontro dos eixos, com média de 11,2 finalizações sofridas por partida, sendo que 40,3% das tentativas adversárias acertaram seu gol. O Flamengo se defendeu melhor, sofrendo em média 7,8 finalizações por partida, sendo que apenas 31,9% delas acertaram o gol. No ataque, não só o Flamengo finalizou mais, em média 13,7 vezes por partida, como conseguiu uma precisão de 47,6% no ataque. O Defensa y Justicia finalizou apenas 9,7 vezes por jogo com um índice de acerto de 44,8%. Ou seja, no ataque, o Defensa finalizou menos e acertou menos o gol; na defesa o Flamengo permitiu menos finalizações e os adversários acertaram menos ainda seu gol.

Olímpia x Internacional
Outro confronto em que a equipe brasileira teve melhor desempenho na fase de grupos: o Internacional sofreu 10,5 finalizações por partida, e seus adversários acertaram o gol em 36,5% das tentativas, se posicionando entre as melhores defesas da competição. Já o Olímpia sofreu em média quatro finalizações a mais por partida (média 14,5) e seus adversários acertaram o alvo em 46% das vezes. No ataque, só duas equipes conseguiram finalizar mais do que o Internacional, que em média fez 16,8 conclusões por jogo com índice de acerto do gol de 43,6% enquanto o Olímpia teve média de 13,8 finalizações (três a menos por jogo) acertando o gol apenas 36% das vezes.

Fluminense x Cerro Porteño
Entre os 16 classificados para as oitavas de final da Libertadores, o Fluminense é a quinta equipe que mais sofreu finalizações, com média de 11 finalizações sofridas por jogo, sendo que 48,5% acertaram o gol. O Cerro sofreu por jogo quase o mesmo número de finalizações (10,2 por jogo), mas só 37,7% acertaram seu gol. Defensivamente, a equipe paraguaia sofreu menos. No ataque, as duas equipes finalizaram praticamente o mesmo (10,5 vezes por jogo o Cerro Porteño e 10,3 vezes o Fluminense), porém, o Fluminense acertou mais o alvo, com precisão de 50% nas finalizações contra 42,8% do Cerro. Em jogos com poucas chances de gol, a melhor precisão faz a diferença.

Boca Juniors x Atlético-MG
Um confronto e espetacular: nenhuma equipe conseguiu finalizar tanto na fase de grupos quanto o Atlético-MG, com média de 19,3 conclusões por partida e índice de acerto de 46,6%. Por outro lado, o Boca Juniors se defendeu com primor, sofrendo apenas oito finalizações por partida em média. Além de seus adversários não conseguirem concluir em gol, quando conseguiram só acertaram o gol em 20,8% das vezes. Na média, os adversários do Boca conseguiram 1,7 finalização certa por jogo, enquanto o Atlético-MG acertou em média nove finalizações certas por partida. No ataque, o Boca teve uma média de 8,2 finalizações por jogo, com índice de acerto de 38,8%, uma média de 3,2 finalizações certas por partida, marca muito mais próxima do que conseguiram os adversários do Atlético-MG até agora, que em média fizeram 8,7 finalizações por jogo com índice de acerto de 34,6%, com três finalizações certas por jogo. A questão é como se comportará o ataque do Atlético-MG frente a uma defesa tão robusta.

São Paulo x Racing
Só uma equipe sofreu menos finalizações do que o São Paulo na fase de grupos, o Independiente Del Valle, já eliminado. Por jogo, o São Paulo sofreu em média 6,7 finalizações, sendo que apenas 37,5% acertaram seu gol. O Racing era do mesmo grupo do São Paulo na fase classificatória, enfrentou os mesmos adversários e sofreu quase o dobro de finalizações, com média de 12,5 finalizações sofridas por partida sendo 40% certas. O Racing sofreu mais finalizações e proporcionalmente mais vezes elas acertaram seu gol, mas acabou como líder de um grupo que foi decidido com vitória do Racing em São Paulo com as duas equipes usando times reservas no confronto. Em Avellaneda, com times titulares, o jogo acabou empatado em 0 a 0. No ataque, as duas equipes produziram praticamente o mesmo (o Racing teve média de 12 finalizações por jogo, e o São Paulo 11,7), mas o Tricolor foi bastante superior na precisão, acertando o gol em 54,3% das vezes, enquanto o Racing acertou 44,4% das tentativas.

Universidade Católica x Palmeiras
Enquanto o Palmeiras sofreu 10,7 finalizações em média por partida com os adversários acertando 32,8% das tentativas, a Universidad Católica sofreu apenas oito finalizações por jogo, mas 58% das vezes os adversários acertaram o gol. Enquanto o Palmeiras sofreu em média 3,5 finalizações certas por jogo, a Católica levou 4,7. No ataque a diferença a favor do Palmeiras é maior: em média o Palmeiras fez 13,8 finalizações por partida acertando 50,6% das tentativas, enquanto a Católica fez 10,3 finalizações por jogo com índice de acerto de 40,3%. A Católica acertou 4,2 finalizações por partida, enquanto o Palmeiras acertou sete.

*A equipe do Espião Estatístico é formada por: Guilherme Maniaudet, Guilherme Marçal, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Mateus Pinheiro, Roberto Maleson e Valmir Storti.

GE – ESPORTES

Deixe uma resposta