O Talibã voltou, neste domingo (15), à capital do Afeganistão, Cabul, 20 após ser expulso pelas tropas dos Estados Unidos.

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A retomada da cidade ocorre em meio à retirada dos militares americanos do país.

Em 2001, os norte-americanos agiram contra o Talibã em reação aos ataques de 11 de setembro, se juntando à Aliança do Norte, uma organização desenvolvida pelo Afeganistão para unir a população e combater o grupo extremista. Sob o governo de Donald Trump, os americanos e o Talibã assinaram em fevereiro de 2020 um acordo que previa a retirada completa, em 14 meses, das tropas americanas e da Otan do território afegão.Durante a gestão de Joe Biden, o governo americano anunciou uma mudança no cronograma de saída das tropas: a retirada completa das tropas ocorreriam não mais até 1º de maio, mas sim em setembro de 2021. Em julho deste ano, os soldados dos Estados Unidos deixaram a base aérea de Bagram e entregaram o espaço para a administração do governo afegão.Horas após o Talibã tomar o poder em Cabul, a capital do Afeganistão, algumas imagens de publicidade com fotos de mulheres começaram a ser retiradas das fachadas das lojas. A maioria (cerca de 80%) das pessoas do Afeganistão que tiveram que deixar suas casas por causa do avanço do Talibã é de mulheres e crianças, de acordo com a agência para refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU).Nos anos que antecederam a invasão pela coalizão, as meninas não podiam estudar, as mulheres não podiam trabalhar e nem mesmo sair de casa se não estivessem acompanhadas de um parente. O governo do Talibã também promovia apedrejamento de mulheres acusadas de adultério. Além dessas regras relativas a mulheres, os talibãs também faziam execuções públicas e, como medida de punição, cortavam as mãos de quem eles diziam ser ladrões.A situação é muito preocupante. As mulheres já começam a sentir os primeiros sinais de retrocesso. Não temos palavras para descrever a gravidade dessa situação.

TEXTO – G 1 GLOBO