Mãe, empresária, sonhadora: quem era a última vítima fatal da BR-470

Thyelen Dolberth morreu após bater carro em poste na altura de Gaspar

Thyelen Dolberth completaria 25 anos nesta sexta-feira, dia 26 de março. Porém, no domingo, o carro que ela conduzia bateu de frente com um poste na BR-470, em Gaspar. O acidente ocorreu por volta das 11h30, no quilômetro 28.
A jovem já estava sem vida quando os bombeiros chegaram no local. O carro, um Sandero branco, era novo. Ela comprou o automóvel em outubro do ano passado, quando também tirou a carteira de motorista.
“Ela tinha começado uma empresa com o sogro de embalagens de roupas para uma grande empresa. Quando começou a pandemia, ela assumiu o trabalho e tava tudo dando super. certo”, conta o irmão mais novo, Thiago Ribeiro.
Thyelen era casada e tinha três filhos. Millena tem 5 anos e o pequeno Matheus tem 2. O terceiro é, na verdade, sobrinho dela, mas foi adotado pela família em 2019 por não ter com quem morar. Lucas dos Santos tem 8 anos.
“Ela era uma pessoa incrível. Amava ajudar qualquer um e nunca olhava quem. Você podia ter batido dos dois lado da face dela. Se você pedisse ajuda, ela ia ajudar”, conta o irmão, hoje com 21 anos. Além de Thiago, a jovem tinha outros sete irmãos.
Natural de Curitibanos, a família se mudou inicialmente para Indaial, em 2009. Após um ano no município vizinho, eles foram morar em Curitiba (PR), onde ficaram mais um ano. Depois de voltarem para a cidade natal por um tempo, eles se mudaram de vez para Indaial em 2012.
Aos 18 anos, Thyellen se mudou para Blumenau em 2014 para morar com o companheiro. Em seguida, a mãe e o irmão vieram para cá para ficarem perto dela. “Pensa numa pessoa sonhadora. Você podia falar pra ela que ela não ia conseguir, que ela provava pra si mesma que conseguia. Sempre me ajudou e nunca julgou”, lembra Thiago. “O que a Thyellen deixou para gente é que temos que viver o hoje e não pensar no amanhã. Nem quero mais pensar no futuro. O que puder aproveitar, quero aproveitar hoje”, declara Thiago.
Após uma cerimônia de despedida na Capela Neuhaus, a mãe da vítima foi para Curitibanos ficar com as irmãs. “Ela tá sem chão. Tiraram uma parte dela”, relata o filho, que ficou em Blumenau para cuidar das burocracias da morte da irmã.
“Não consigo acreditar que você nos deixou. Nos deixou um legado de dedicação e determinação, cativando a todos em sua volta. Sentirei a sua falta”, publicou uma amiga nas redes sociais.

FONTE – O MUNICÍPIO DE BLUMENAU

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