FELIZ CIDADE, BLUMENAU!

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TEXTO LUIS BOGO

Parabéns, Blumenau! Obrigado, Blumenau! Feliz aniversário a você e a toda esta sua grandiosa família, hoje formada por filhos chegados dos mais diversos pontos de Santa Catarina e de todo o Brasil; a despeito de seus fundadores terem aportado no Itajaí depois de muitas semanas sacolejando em transatlânticos oriundos da Alemanha, sendo depois imitados pelos italianos que também contribuíram para a formação desta sociedade plural e alegre que conhecemos.

Ao completar mais um ano da sua fundação, Blumenau desponta como uma cidade moderna, disposta e capaz de enfrentar qualquer desafio. Uma cidade construída com o suor e o árduo trabalho de seus imigrantes que, ao longo da história se acostumaram a enfrentar e a superar todo tipo de dificuldades, intempéries e catástrofes, com resiliência e determinação.

Nos primeiros tempos, a atual rua XV de Novembro, que também já foi chamada Rua do Comércio, por abrigar os primeiros estabelecimentos destinados à atividade, recebeu o nome de Wurststrasse – Rua da Linguiça, na tradução ao Português. As transversais a ela também foram ganhando nomes alemães, em homenagem aos pioneiros; e mesmo alguns bairros ainda fazem os turistas tropeçarem na pronúncia, quando tentam indicar ao taxista que pretendem ir ao Vorstadt, Salto Weissbach ou ao Badenfurt.

Apesar das comunicações serem muito lentas na época, aos poucos, notícias do novo mundo iam chegando à Europa, estimulando profissionais, empreendedores ou aventureiros, cientistas e pesquisadores a se arriscarem por aqui. Outras famílias chegaram por situações mais adversas, fugindo das guerras mundiais, de revoluções, de crises econômicas e consequentes desemprego e fome.

E as placas das ruas começaram a ser pintadas com nomes pouco comuns por aqui nos tempos do Brasil-Colônia ou Brasil-Império: Krieger, Jansen, Wruck, Krutsch, Hemmer, Hering, Schneider, Schoette, Dickmann, Fischer, Nuss; depois, Mancini, Zonta, Farina, Pellegrini, Montanari, Fiore, De Angelis e tantos outros que se juntaram aos nomes portugueses, indígenas, africanos e hispânicos.

Blumenau foi crescendo até transformar-se nesta cidade de importância fundamental para a economia catarinense e brasileira. Mas, não cresceu apenas em seus aspectos físicos e econômicos; pois embora preservem suas culturas de forma exemplar, todos os povos que hoje formam a população blumenauense atuam de forma harmônica para que a cidade se desenvolva em urbanidade, civilidade, em empatia e humanidade, incentivando iniciativas originais nos setores de turismo, informática, têxtil, hotelaria e educação, entre outros.

Para celebrar Blumenau em seu aniversário, da justa maneira que a cidade merece, precisamos agradecer àqueles que a fazem assim tão acolhedora e simpática, e então, fica aqui o nosso muito obrigado aos garis e varredores de rua; aos professores e professoras que ajudam a construir os alicerces do nosso futuro; aos recepcionistas e atendentes de todo e qualquer tipo de estabelecimento, que esbanjam educação e gentileza; aos profissionais de saúde que se doam diuturnamente para nos livrar de todo o mal; aos motoristas e cobradores; assistentes sociais e educadores; arquitetos, engenheiros e trabalhadores da construção civil; aos policiais e bombeiros; e aos nossos músicos e artistas, pois esta cidade tem uma vocação imensa para a alegria e as festas, que em breve voltarão a frequentar o nosso calendário oficial de maneira mais efetiva.

Por fim, Blumenau, FELIZ CIDADE, vamos nos lembrar do cientista e biólogo Fritz Müller, um de nossos pioneiros, cujo bicentenário de nascimento já começamos a comemorar, e prestar uma homenagem especial aos nossos jardineiros que, silenciosamente, cultivam e adornam parques e canteiros, criando belas e novas paisagens e tornando o nosso ir e vir por Blumenau um viajar mais colorido e sereno.