Deputado Laércio cobra do Estado o retorno das cirurgias eletivas

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O Deputado Laércio Schuster usou hoje, 15, a tribuna da Assembleia Legislativa para cobrar do Governo do Estado o retorno imediato das cirurgias eletivas, paralisadas desde o início da pandemia. Para se ter uma ideia do tamanho do problema, hoje já são mais de 100 mil pessoas na fila de espera em Santa Catarina, segundo o próprio Governo do Estado.

Cirurgias eletivas são aquelas onde o paciente não corre o risco de morte e, em tese, pode esperar por até 1 ano para ser operado. Isso, porém, não significa que a pessoa não esteja sofrendo por causa do seu problema, que pode vir a se agravar com o tempo. “Falo da senhora com dor no joelho, que mal consegue caminhar. Falo da criança que precisa de uma cirurgia no ouvido para mais tarde não perder a audição. Falo das mais de 100 mil pessoas que hoje estão à mercê de um Governo paralisado”, destacou o Deputado.

No dia 8 de julho deste ano, o Secretário de Estado da Saúde, André Motta Ribeiro, esteve em Timbó para anunciar a volta das cirurgias eletivas para agosto, o que não aconteceu. “O Secretário foi de helicóptero, sem passar pela BR-470 nem pelos buracos da rodovia estadual que liga a 470 até Timbó, para com pompas e flashes anunciar a retomada das cirurgias eletivas para agosto. Bom, já estamos em meados de setembro e até agora nada!”, afirmou Laércio.

Segundo o Deputado, com a pandemia era razoável suspender esse tipo de cirurgia para não pressionar ainda mais as UTIs e a necessidade de materiais e medicamentos para atender os pacientes com Covid. Porém, já se passou 1 ano e meio desde o início da pandemia e hoje não dá mais para o Governo do Estado culpar a Covid pela não retomada desse tipo de procedimento em Santa Catarina.

“O que vemos hoje é a falta de gestão por parte do Governo do Estado. Passou da hora de saírem do ar condicionado, do helicóptero e começarem a conhecer a realidade dos catarinenses no interior do Estado”, disse Laércio. “O que para o Governo é apenas um número, para mim são pessoas que encontro nos meus roteiros semanais de trabalho pelas pequenas cidades catarinenses. Além dos pacientes, também sofrem os médicos e as famílias. É um problema que atinge toda a sociedade”.

TEXTO – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DEPUTADO