Bolsonaro volta a atacar CPI e diz que ato no Rio não foi político

Em live transmitida de Maturacá (AM), ele criticou Omar Aziz e defendeu Pazuello sobre evento de motociclistas no Rio

O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar o presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), e defendeu o ex-ministro Eduardo Pazuello sobre o evento de motoqueiros no último domingo no Rio de Janeiro. As afirmações foram feitas durante live nesta quinta-feira (27), realizada em Maturacá (AM), onde participou de inauguração de ponte em São Gabriel da Cachoeira, a 860 km de Manaus. Ele citou o projeto de lei do senador que previa três anos de prisão para médicos que recomendassem medicamento sem eficácia. A medida atingiria diretamente profissionais que recomendam cloroquina para tratamento da covid-19. “Olha o que o senador Omar Aziz queria fazer”, disse Bolsonaro. Segundo ele, 30 minutos depois de ter divulgado o projeto 1912/21 nas redes sociais, Aziz retirou a proposta. “Essa é a nossa CPI da Covid.”, afirma. O presidente havia usado sua conta no Twetter na terça-feira (25) para citar o projeto. No mesmo dia, o senador rebateu as críticas do presidente. O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também foi alvo de crítica e chegou a ser chamado de saltitante. Randolfe apresentou na terça-feira (25) requerimento para convocação de Bolsonaro.
O presidente também falou que o evento de motociclistas no último domingo no Rio não teve caráter político-partidário. O ex-ministro Eduardo Pazuello, que é general do Exército, chegou a subir num palanque durante o ato. Ele poderá ser punido, já que integrantes das Forças Armadas são proibidos de participar de atos políticos. O presidente também falou sobre o encontro com comunidade indígena Yanomâmi. Ele disse que os indígenas citaram chás que ajudaram no combate ao coronavírus.

R7.COM

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