AAPPM conquista duas medalhas na 14ª Paraolimpíadas Escolares Brasileiras

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Santa Catarina ficou em 7ª lugar na 14ª Paraolimpíadas Escolares Brasileiras, organizada pelo Comitê Paralímpico Brasileiro do Ministério da Cidadania, por meio da Secretaria Especial de Esporte. Os jogos, dos quais participaram estudantes de 12 a 17 anos, disputaram medalhas nas modalidades para-atletismo, bocha paraolímpica, para-natação e tênis de mesa paraolímpica, entre os dias 22 e 27 de novembro, em São Paulo. Blumenau enviou 33 pessoas, sendo 22 paratletas e 12 técnicos e staffs. A Associação de Amigos, Pais e Portadores de Mielomeningocele (AAPPM) participou com dois atletas.

Julia Vitória de Morais Batista, 17 anos, (cadeirante A/B) ficou em primeiro lugar em equipe na e em terceiro lugar na modalidade tênis de mesa paraolímpica, conquistando medalhas de ouro e de bronze. O atleta Vitor Hugo Zimmermann de Souza, 15 anos, (cadeirante B) conquistou terceiro lugar em equipe e quinto lugar individual também na modalidade tênis de mesa paraolímpico. Com esse placar, ele não obteve medalhas, mas foi considerado um bom resultado.

As Paraolimpíadas contaram com a participação de 900 atletas de todo o Brasil. De Santa Catarina foram 49 e quase que a maioria deles não conseguiu participar por um erro humano na hora de serem contabilizadas as inscrições, que eram permitidas até 15 de novembro. A presidente da AAPPM, Edina Esmeraldino, conta que somente puderam participar dos jogos todos esses paratletas devido  a uma força tarefa com representantes de diversas entidades e apoio do secretário de Articulação de Santa Catarina, Lucas Esmeraldino,  e da primeira dama do Estado, Kesia Martins da Silva.

“Pedimos a intervenção deles para ajudar os catarinenses, visto que não foi erro nosso. As inscrições foram feitas no tempo indicado, mas por problemas técnicos/humanos não constava o cadastramento, e a maioria da delegação catarinense ficaria de fora”, explica Edina. Além disso, os paratletas que não participassem perderiam a Bolsa Atleta que recebem e não poderiam competir por um ano.

De acordo com Edina, participar de competições é uma das formas de demonstrar que as crianças especiais, e, particularmente, as com mielomeningocele, que fazem parte da AAPPM, instituição que ela representa, podem ter muitas conquistas e alegrias, apesar da restrição física. “Sempre digo que temos crianças na AAPPM que são uma lição de vida para aqueles que vivem reclamando da vida”, enfatiza.

Mielomeningocele

A mielomeningocele é uma má formação da coluna que ocorre já nos primeiros meses de gestação e atinge 3,4 a cada 10 mil nascidos vivos.  Normalmente, assim que o bebê nasce é realizado o fechamento cirúrgico da lesão. A AAPPM está lutando para que a cirurgia intrauterina seja incluída na tabela do SUS, assim a coluna do bebê pode ser fechada antes do nascimento. Com isso, cai de 82% para 40% a necessidade de a criança precisar colocar uma válvula no cérebro para tratar a hidrocefalia, que está associada à mielomeningocele. Além disso, a criança pode ter seus movimentos cognitivos preservados, podendo, inclusive, caminhar e não utilizar cadeiras de rodas, como acontece com a maioria dos portadores dessa patologia.

Liliani Bento
Diretora
New Age Comunicação

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